top of page

Superando Limitações e Voando Alto

Foto do escritor: Adriana DrapalaAdriana Drapala

Atualizado: 3 de mar.


Superando Limitações e Voando Alto
🛫😊230800005006030CGH0755L

O que nos impede de alcançar o impossível? 

Dentre todas as coisas interessantes que você pode se deslumbrar ao visitar a NASA, a mais simples e talvez a mais relevante é o boato, sem comprovação, de um quadro com a imagem de uma abelha logo na recepção —  que oferece uma mensagem que resumindo seria mais ou menos: "Sem saber se poderia voar, ou não. Ela voa!"


Essa mensagem, embora o quadro não exista, aparentemente uma metáfora, carrega uma reflexão poderosa sobre barreiras e superação.


A História por Trás da Metáfora da Abelha

Imagine uma abelha. Pequena, com asas aparentemente frágeis para suportar toda a estrutura de seu corpo. A ciência já tentou explicar como ela voa, desafiando o que seria aerodinamicamente "possível". 


A resposta é que a abelha não sabe que não pode voar. Então, ela simplesmente voa. Ela segue instintivamente, sem questionar sua capacidade. E, assim, realiza o que poderia ser visto como impossível.


Essa metáfora não é apenas uma curiosidade científica ou poética. Ela nos ensina algo profundo sobre nossa própria natureza. 


Quantas vezes ouvimos que algo não era para nós? Que nossos sonhos eram grandes demais, que não tínhamos o talento, o recurso ou as condições para realizá-los? 


Assim como a abelha, podemos aprender a ignorar essas vozes – internas ou externas – e apenas tentar.


A Gaiola Invisível

Desde muito jovens, ouvimos frases que moldam nossa visão de mundo e, muitas vezes, nos limitam. "Isso não é para você." "Talvez seja melhor não arriscar." "Você não tem o perfil para isso." 


Essas crenças limitantes, que muitas vezes vêm de pessoas que amamos e respeitamos, podem nos prender em uma espécie de gaiola invisível. Elas nos fazem acreditar que precisamos preencher uma lista interminável de requisitos para sermos aceitos, bem-sucedidos ou valorizados.


Essas barreiras não são apenas pessoais. Muitas são estruturais, enraizadas em fatores sociais, culturais, raciais e de gênero. Pense em quantas pessoas talentosas são descartadas por não se encaixarem em um padrão. E o que acontece com essas pessoas?


Os Resilientes

Contudo, uma pequena fração de pessoas, espalhadas em pontos deste planeta, é imune a essas barreiras. Elas enxergam apenas o objetivo e não há nada que as impeça de alcançá-lo. E elas voam.


Elas não seguem as "regras" do que é possível ou permitido, ignorando as limitações impostas e focam em seus objetivos. Imagine alguém que, contra todas as probabilidades, se destaca e alcança algo extraordinário. Não porque era fácil, mas porque escolheu tentar.


Amelia Earhart é um exemplo notável, foi uma das primeiras mulheres a se destacar na aviação em um período em que voar, literalmente, era visto como algo dominado por homens. Nascida em 1897, nos Estados Unidos, ela desafiou as normas de gênero de sua época desde cedo, recusando-se a viver de acordo com as expectativas impostas às mulheres.


Sua conquista mais emblemática foi se tornar a primeira mulher a voar sozinha sobre o Atlântico, em 1932, uma jornada repleta de desafios técnicos, climáticos e psicológicos. 


Earhart enfrentou condições adversas, incluindo turbulência severa e falhas mecânicas, mas nunca desistiu. Sua coragem não apenas quebrou recordes, mas também inspirou gerações de mulheres a acreditar que poderiam alcançar alturas impensáveis.


Além de suas façanhas na aviação, Earhart era uma defensora apaixonada da igualdade de gênero. Ela usou sua notoriedade para encorajar mulheres a perseguirem seus sonhos, independentemente das barreiras sociais. 


Sua história nos lembra que, com determinação e paixão, podemos ultrapassar qualquer limite, físico ou social. Apesar do mistério que cerca seu desaparecimento durante uma tentativa de circum-navegação em 1937, o legado de Amelia Earhart permanece como símbolo de resiliência e coragem.


Sua determinação criou um efeito dominó, mostrando que o impossível é apenas um ponto de vista.


Como Reconhecer e Celebrar as “Abelhas”

Reconhecê-las exige sensibilidade e admiração. Celebrá-las é ainda mais importante. Ao reconhecê-las, inspiramos outros a seguir seus passos. Criamos uma cultura de resiliência e apoio, onde cada pequeno voo é motivo de orgulho e aprendizado.


Celebrar pessoas que transformam desafios em oportunidades, que avançam mesmo quando tudo parece conspirar contra, é um dos combustíveis mais poderosos que faz toda a engrenagem girar.


Quando alguém ousa um simples gesto de coragem, barreiras invisíveis são derrubadas, e oportunidades se abrem para aqueles que têm soluções inovadoras, mas muitas vezes não têm voz.


Quais são os "nãos" que você aceitou como verdades? Quantas vezes você esqueceu de olhar para o que era capaz de fazer?


Identifique as crenças limitantes que impediram e impedem você de voar. Desenvolva resiliência, cerque-se de pessoas que acreditam em você e foque em objetivos claros.


Esse pequeno olhar de consciência sobre si mesmo, são atributos que naturalmente fazem parte de qualquer um de nós, é uma força interna genuína, que rompe qualquer barreira. 


Mas o mais importante é agir, mesmo que com passos pequenos. A abelha não voa grandes distâncias de uma só vez; ela faz isso de maneira constante, de flor em flor. 


Nossas limitações muitas vezes são impostas por nós mesmos e pela sociedade. Mas, assim como a abelha, podemos ignorar essas "regras" e simplesmente voar. 


Não importa o tamanho do seu sonho ou o número de obstáculos no caminho, o importante é acreditar que você pode – e agir com base nisso.


Com certeza você já conheceu pelo menos uma pessoa que transformou desafios em oportunidades, que avançou mesmo quando tudo parecia conspirar contra. 


Voo Constante de Flor em Flor: uma jornada inspiradora

Tive o privilégio de conhecer, ainda que à distância, a trajetória inspiradora da comandante Eliana, uma das figuras mais interessantes da aviação em uma das empresas aéreas mais atuantes no Brasil.


A foto que ilustra esta matéria simboliza muito mais do que conquistas materiais: é um registro de uma jornada que redefine desafios e transforma barreiras em aprendizado.


Dentre todas as histórias que tive a oportunidade de conhecer ao longo de minha atuação na comunicação, a de Eliana se destaca por um diferencial raro e precioso: sua base sólida construída sobre os pilares da gratidão e da celebração.


Enquanto muitas narrativas de superação tendem a focar nas dificuldades enfrentadas, a jornada da comandante segue uma direção contrária, escolhendo valorizar as conexões humanas e reconhecer cada contribuição recebida em sua caminhada.


Em cada palavra, gesto e nas raras, mas marcantes vezes em que se permitiu expressar suas emoções, rompendo a formalidade exigida pelo cargo que ocupa, Eliana destaca, quase como em um ritual, o apoio recebido ao longo de sua trajetória.


Ela reconhece, com uma combinação de força, sensibilidade e humildade, que sua trajetória reflete uma rica rede de pessoas e experiências que não apenas a inspiraram, mas também a impulsionaram a superar limites. Assim como para Earhart em sua época, o espaço aéreo para a comandante não é apenas um destino, mas uma possibilidade infinita de conquistas e descobertas.


O sucesso da comandante não é medido apenas pelo cargo que ocupa ou pelos desafios que superou, mas pela maneira única como celebra sua conquista – não apenas como um marco pessoal, mas como um testemunho de gratidão àqueles que fizeram parte de sua jornada. Essa perspectiva transforma sua história em algo não apenas inspirador, mas profundamente humano, capaz de tocar aqueles que a conhecem.


Cada um de nós tem um voo único. Não precisamos esperar as condições ideais para agir. Podemos fazer isso agora, respeitando nosso tempo e nosso espaço, mas sem perder de vista o que nos faz querer ir além.


Às vezes, um gesto, uma palavra ou até uma presença silenciosa têm o poder de transformar não só quem somos, mas também quem está ao nosso redor. E melhor ainda, podemos ser fonte de inspiração e resiliência, mesmo sem saber.


"O que eu achava uma desvantagem era, na verdade, a minha maior força."


Essa frase, que perdurou por bastante tempo na bio da comandante, carrega uma profundidade que convida à reflexão. Sempre que me deparava com ela, insights poderosos emergiam.


Hoje, interpreto essa mensagem como um convite à ressignificação, uma atitude rara e preciosa: enxergar a própria trajetória com carinho e consciência, transformando desafios em degraus para o crescimento.


A aviação, por si só, é fascinante. Voar representa uma das conquistas mais extraordinárias da humanidade, comparável apenas a feitos como a chegada do homem à lua. É um segmento em constante inovação tecnológica, que exige dedicação plena, hábil mistura de hardskills e softskills, e uma disciplina quase sobre-humana.


Ser aviador é mais que uma profissão; é um chamado. Envolve abdicar de partes de si mesmo para abraçar o fascínio de voar.


O ambiente da aviação é repleto de protocolos, gestão de capital humano e interações multiculturais, moldando seus profissionais em figuras empáticas e capazes de liderar tripulações e passageiros com diversidade de origens e histórias.


Eliana traz em sua bagagem algo tão especial quanto a própria aviação: suas raízes. Criada na roça e colhedora de café, não precisamos de grandes explicações para que imaginemos a trajetória incrível que percorreu até comandar um Airbus 320NEO, um dos aviões mais modernos da atualidade.


Quando não está cumprindo seu chamado, Eliana retorna às suas origens, conservando sua essência e vivencia em um ritmo completamente diferente. Essa combinação de mundos opostos — um em constante evolução tecnológica e outro pautado pela natureza — é inspirador.


A comandante transita entre esses dois universos, como uma abelha que visita flores diferentes, sem saber se pode ou não. Sua história é de uma poesia, não importa onde começamos, podemos ir longe, conquistar o que quisermos, transformando todos os elementos de nossa origem em uma fonte motivadora, sem precisar deixá-la para trás, retornando toda vez que precisarmos de um porto seguro.


Por isso, quando encontrar alguém que, mesmo sem perceber, lhe inspire a acreditar mais em si, pare, observe, reconheça e celebre o valor dessa conexão, e lembre-se — o impossível só existe até o momento em que ousamos enfrentá-lo.

Posts recentes

Ver tudo

A mesa posta: reis e rainhas

Matéria para o blog Colmeias Design por Adriana Drapala Quem não gosta de se sentir respeitado, reconhecido e convidado para as recepções...

Comments

Rated 0 out of 5 stars.
Couldn’t Load Comments
It looks like there was a technical problem. Try reconnecting or refreshing the page.

Estrategista Inbound | Redatora | Mídias Digitais

AD
bottom of page