A história da alimentação
- Adriana Drapala
- 18 de fev. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 2 de nov. de 2024
Matéria para o blog Maria Maria Soluções por Adriana Drapala

A reflexão sobre a importância do alimento nos acompanha desde o momento que começamos a desenvolver o nosso senso de ser, e o desejo de explicar e dar sentido para todas as coisas existentes ao nosso entorno.
Para Freud, o estômago era contemporâneo, funcional ao primeiro momento extrauterino e tinha a função de nos acompanhar por toda vida fisiológica como dominador, imperioso e inadiável.
Já os alemães correlacionavam o prazer de alimentar-se ao de fazer sexo, e as reflexões da época se diversificavam nas mais intrigantes conclusões, para eles o sexo era fêmea e o estômago macho, para Schiller a fome e o amor governavam o mundo, e a fome fazia cessar o amor para os gregos.
O alimento e a pré-história
Mas para entendermos como nossa espécie começou essa relação com o alimento, precisamos retirar do cenário todas essas analogias sociais e culturais, e vamos voltar ao homem pré-histórico.
À medida que o cérebro dos nossos ancestrais foram se desenvolvendo e aumentando de volume, proporcionalmente também, a necessidade de maior quantidade de energia para suprir um sistema nervoso cada vez mais insaciável.
Onívoros ou Carnívoros, eis a questão!
Mesmo representando apenas 2% do peso corpóreo, nosso cérebro consome cerca de 20% de toda energia que geramos, ou seja, nossos ancestrais tinham 2 alternativas, passar o dia todo na savana se expondo aos predadores para suprir essa carência, ou modificavam sua dieta, baseada em folhagem e frutas para uma mais calórica.
Sendo assim, carne, osso, medula das caças, a descoberta e o controle do fogo, assim como, o cozer da carne e dos vegetais, passaram a fazer parte do menu dos nossos chefes da pré-história.
Nos dias de hoje, nem todos animais e vegetais existentes na natureza estão presentes na gastronomia, cada cultura possui suas características e limitações, o impacto das proibições religiosas que existiam em cada época também modificaram costumes até então inflexíveis.
Beleza não se põe à mesa
Porém, é curioso e fascinante observar como algumas tradições, paladares e apreciação de uma determinada região do planeta causam arrepios e depreciação em outras, só de ouvir falar!
Como por exemplo: a mesma paixão que um ocidental tem por camarões, os africanos têm por gafanhotos assados e polvilhados com sal, ou ainda, o consumo de carne pútrida ou semidecomposta, muito apreciada pelos franceses, esquimós e africanos.
Enfim, este tema além de curioso é inesgotável e ao abordá-lo contamos também a história da evolução da humanidade, não é mesmo?
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